quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Caio F. Abreu

Eu sei que se ele estivesse aqui, ele me entenderia.
e então eu disse que sim, que estava disposta, que eu teceria.
Que eu teço.
Assim como eu tento compreender toda aquela saudade e aquele amor de sempre
e seus 1,80 m de solidão. Não tão alto, acho...
ah, o exagero.
Seja como for, você está quase sempre perto de mim, quase sempre presente em memórias, lembranças, estórias que conto às vezes.
Somos inocentes em pensar, que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas. Eles simplesmente vêm e vão, não batem na porta, não pedem licença. Invadem, machucam, alegram, você me ensinou.

Ninguém me ensinará os caminhos. Ninguém nunca me ensinou caminho nenhum, nem a você, suspeito. Avanço às cegas. Não há caminhos a serem ensinados, nem aprendidos.
Você bem sabe que é difícil aprisionar os que têm asas.

Lembra que uma vez você me disse:

"Cuidado com as ilusões, mocinha, profundas e enganosas feito o mar."

mas logo depois me confortou:

"Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra."

Hoje eu quis te escrever, quis fazer das suas as minhas palavras, porque na minha memória - tão congestionada - e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares mais bonitos.

1 comentários:

Leo Silva disse...

Tô com ciúme desse cara.